segunda-feira, 26 de maio de 2014

AUTO-ACEITAÇÃO

No capítulo da insatisfação, urge considerar que dispomos atualmente, na Terra, de
avançadas ciências psicológicas, ensinando-nos a conhecer as deficiências e inibições dos
outros, entretanto, muito dificilmente reconhecemos com elas o impositivo de estudarmos,
não apenas a fim de entendê-las, mas igualmente com o objetivo de aceitar-nos tais quais
somos.
Admitimos os desajustes e desequilíbrios alheios, todavia, em se tratando dos nossos, muito
freqüentemente calmos em aflição e rebeldia, aniquilando, tantas vezes, valiosas
possibilidades de serviço em nossas mãos.
Cada um de nós se coloca em determinado degrau de trabalho e de elevação para atender
aos Desígnios da Vida Superior, traçados em auxílio a nós mesmos.
Esse é doente ainda; outro convalesce de longa enfermidade espiritual; aquele carrega as
conseqüências de antigos desequilíbrios; aquele outro dispõe de reduzida instrução; e
aquele outro ainda transporta consigo próprio os resultados graves de inquietantes débitos
contraídos.
Todos somos, no entanto, filhos imortais de Deus e, pelos mecanismos da Divina
Providência, cada qual de nós está situado por si mesmo nas condições justas, nas quais
venhamos a receber novas oportunidades de trabalho e aprendizagem, reajustamento e
melhoria, reequilíbrio e renovação.
Ainda assim, se teimamos em não reconhecer a realidade que nos é própria, não somente
perderemos tempo precioso, mas também correremos o risco de comprar à inveja e ao
ciúme, ao ódio e ao desespero, sofrimento e problemas de que não temos a menor
necessidade.
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Antes as provas e tribulações que nos cerquem, aceitemo-nos como somos, a fim de
extrairmos de nós com sinceridade o máximo de bem de que sejamos capazes na ampliação
do bem geral, porque a vida é um parque de promoções permanente para quem trabalho e
serve e todo espírito que se aceita qual é, de modo a fazer de si o melhor que pode, para
logo se desvencilhar de qualquer sombra, a fim de engajar-se na jornada bendita do próprio
burilamento, partilhando a conquista incessante de luz e mais luz.