segunda-feira, 12 de maio de 2014

ELES, OS OUTROS

Eles chegam de todas as direções, na moldura dos acontecimentos.
São eles os outros, nossos irmãos de caminho, que se transformam em caminho para o Mais Alto.
É por eles que a bondade do Senhor nos encontra, habilitando-nos para isso.
No mundo, repontam no lar por parentes e associados no vínculo doméstico que se nos fazem
professores de burilamento espiritual.
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São amigos e nos ajudam a executar os encargos de que a vida nos encarrega ou são adversários e
nos radiografam os recessos da alma, fixando-nos os mínimos defeitos e fim de que venhamos a
corrigi-los.
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Aparecem na posição de necessitados, testando-nos o amor e o desprendimento da posse, ou
benfeitores que nos estendem o coração e os braços em forma de auxílio, afirmando-nos sem
palavras que jamais nos achamos esquecidos de Deus.
É através deles, os outros, que efetivamente somos nós em nós.
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Os que brilham na vanguarda estão aptos a instruir-nos e os que se situam à retaguarda são aqueles
que nos avaliam as possibilidades de auxiliar.
Os mais felizes são aqueles que já trabalham, de algum modo, em favor de muitos ou a benefício de
alguém e, por este motivo, são os que constroem.
Os menos felizes são aqueles outros que ainda não conseguem aceitar o valor do trabalho e a
felicidade de servir e, por isto, são aqueles que esperam.
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Todos, porém, somos filhos da Sabedoria Divina necessitados uns dos outros.
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Observemos a nossa conduta, diante do próximo, porque, em verdade, os outros nos medem a altura
espiritual, no dia-a-dia, trazendo-nos, segundo as nossas próprias necessidades, o ensinamento da
justiça e o socorro da bondade que se derramam das Leis da Vida. E a vida é sempre uma escola
para todos, mas urge considerar que são os outros que nos traçam a nota ao progresso e ao
merecimento de cada um, no currículo das lições.