quinta-feira, 29 de maio de 2014

ERROS E FALTAS

Imaginemo-nos diante de uma falta alheia que nos fere e aborrece. Erro que nos
humilha e estraga a tranqüilidade.
Provavelmente, o delito terá sido até mesmo perpetrado contra nós.
Vale, porém, conscientizar atitudes antes de apresentar qualquer reação.
Se te vês em condições de raciocinar, será justo inquirir de ti próprio se a pessoa em
falha permanece em harmonia consigo própria.
Disporá do equilíbrio que, porventura, estejamos desfrutando para ajuizar com o
possível acerto em torno de acontecimentos e coisas? Que antecedentes lhe ditaram a
mudança de conduta? Haverá contato na existência com as escoras afetivas que nos
resguardam segurança, desde muito tempo? Que recursos de auto-educação recebeu para
evitar a queda em que se nos fez objeto de inquietação? Que forças lhe pesam na mente
para abraçar comportamento contrário à nossa expectação e confiança?
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Se te dispuseres ao auto-exame indispensável à preservação da consciência tranqüila,
sem nenhum obstáculo, compreenderás o ensinamento do Cristo que nos pede amor pelos
inimigos e recomenda se perdoa a ofensa setenta vezes sete vezes, sempre que nos bata à
porta ou nos visite o coração.
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E não basta unicamente observar a posição anômala em que os nossos companheiros
terão agido. Razoável reconhecer que se vivemos, sentimos, pensamos, falamos e
trabalhamos juntos, somos Espíritos na mesma faixa de evolução, uns mais à frente e outros
um tanto à retaguarda do progresso, guardando todos a possibilidade de errar pelos
empeços morais que ainda nos caracterizam.
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A diferença entre aqueles que se transviam e aqueles que se conservam em linha reta
é que o companheiro ainda impecável se mantém de freios seguros no carro da própria vida
e o outro, o que errou, perdeu temporariamente o controle da direção.