quinta-feira, 29 de maio de 2014

FIÉIS SEMPRE

Na equipe de serviço ao próximo, em que o Senhor te situou, aceitarás a nobreza de servir.
Muitos companheiros te falarão de obediência, incentivando o dissídio e outros muitos se referirão à
prosperidade, apoiando a indolência.
Escutará vozes diversas, apregoando renovação para se apagarem depois em desequilíbrio ou
loucura e registrarás comovedores apelos à liberdade da parte de muitos que se encaminham para
rebeldia ou licença.
A nenhum deles censurarás.
Compadecer-te-ás não apenas de semelhantes vítimas da ilusão, mas igualmente dos empreiteiros
do mal que entretecem, inadvertidamente, a rede de sombra a que se precipitam nossos irmãos, para
despencarem, eles mesmos, um dia, no bojo das trevas expiatórias.
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Atravessando a ventania da discórdia ou da violência, da incompreensão ou da indisciplina, guiarás o
barco da própria fé, assegurando lealdade ao rumo es colhido.
Manterás, por isso mesmo, a paciência e a compaixão por alavancas de apoio no trabalho que o
mundo te deu a efetuar e usarás a ferramenta de ação de que o Senhor te muniu, na seara do bem,
amparando e elevando sempre.
De quando em quando, surgem os dias de tribulação maior na turma das boas obras, em cuja
harmonia e eficiência deves colaborar.
Esse irmão foi surpreendido pelo sofrimento e aquietou-se à margem da estrada, sem coragem para
seguir à frente.
Outro sonhou com realizações fantasistas e largou a construção em andamento, a fim de aprender
que o tempo não confere autenticidade às edificações que não auxiliou a levantar.
Aquele outro preferiu descansar nas ilhas de imaginário repouso, atrasando o relógio da própria
evolução.
Outro ainda admitiu que a tarefa espiritual lhe desprestigiava a dignidade e abandonou a oficina,
atendendo ao influxo de ambições desmedidas, de cujos desencantos no futuro voltará para
recomeço na ciência do bem.
A todos bendirás e por todos orarás, consciente de que nenhum de nós, até agora, se acha isento de
precipitação nos mesmos erros.
***
Em meio, porém, de todas as ilusões e desvarios, sustentarás o amor ao próximo, como sendo a luz
de tua marcha e, leal à própria consciência, ouvirás, a cada passo, a voz do Eterno Amigo a repetir-te
nos recessos do coração:
- E, entre todos aqueles que me seguem ou me procuram, o maior será sempre aquele que se fizer
de todos o fiel servidor.