quinta-feira, 1 de maio de 2014

NO BALANÇO DAS PROVAS

Não raro deitamos a culpa de nossos fracassos e aflições sobre os outros, todavia,
acautelemo-nos contra semelhante atitude.
.
Fizemo-nos, ao revés disso, em nossas infinitas possibilidades de ação e renovação.
***
Provavelmente, em nossas fraquezas, teremos sido alguma vez defrontados pela tentação
de acusar amigos ou adversários, quanto aos acontecimentos desagradáveis que nos
ocorrem, no entanto, basta investigar o intimo para reconhecermos que as nossas falhas e
erros pertencem ás opiniões e decisões que formamos por nós próprios. Todos estamos
entrosados uns com os outros, através de vastas cadeias de relações e reações, no
intercâmbio espiritual e as experiências que nos são necessárias decorrem de nossa
vinculação com o próximo.
Urge, porém, reconhecer que, seja endereçando sugestões a alguém ou recolhendo as
sugestões de alguém, responderemos por nossas resoluções. Na oferta ou no aceite de
idéias e emoções, formulamos compromissos, porquanto, os princípios de causa e efeito
funcionam igualmente nos domínios da palavra empenhada.
***
Abstenhamo-nos de atirar culpas e reprovações nos ombros alheios, quando se faz
inarredável nossa quota pessoal de débitos na conta dos obstáculos e dificuldades que nos
povoem a vida.
Cada qual de nós rodeia inelutavelmente pelos resultados das próprias obras.
Verifiquemos a nossa parte de responsabilidade nas atribulações do caminho e,
Abraçando com resignação e serenidade as conseqüências de nossos gestos menos felizes,
refaçamos escolhas e diretrizes sem necessidade de apontar as possíveis faltas alheias.
Pacifiquemos e aperfeiçoemos a nossa área de ação e estejamos convencidos de que se
dermos o melhor de nós, realizando o melhor que se nos faça acessível ao esforço
individual, no campo da vida, o senhor complementar-nos-á o trabalho, fazendo o resto.