quinta-feira, 8 de maio de 2014

TROPEÇOS E DESGOSTOS

Beneficência raramente observada: poupar aos outros a participação nos tropeços ou desgostos que
nos afetem a vida.
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Pensa na inquietação que experimentas quando familiares e amigos te comunicam um problema
pessoal, que não consegues resolver, e, tanto quanto possas, procura dissipar, por ti mesmo, as
nuvens de aflição que, porventura, te ensombrem o campo íntimo. Para isso, entrega-te às tarefas
novas, cuja execução se te faça compatível com as próprias forças e nas quais te reconheças útil aos
demais.
Se não poder efetuar, de imediato, semelhante esforço, desloca-te, pouco a pouco, do mundo mental
menos ajustado ao encontro de atividades diferentes das obrigações rotineiras, suscetíveis de
propiciar-te refazimento ou renovação.
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A leitura de um livro edificante . . .
Uma visita construtiva . . .
O passo na direção daqueles que atravessam dificuldades maiores, no objetivo de auxiliá-los
O aprendizado de técnicas que enriqueçam a personalidade . . .
Tudo o que deves esquecer, tanto aquilo que te compete lembrar, é de suma importância, não
somente em socorro da restauração própria, como também no apoio à essa beneficência genuína,
em que o teu silêncio é valioso fator de imunização da paz, naqueles que te rodeiam, principalmente
naqueles a quem mais amas.
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Se a criatura a quem confias no capítulo da perturbação ou da enfermidade não dispõe de recursos
suficientes para melhorar-te a situação, a queixa em que extravasas é tão-somente um processo de
amargurar os entes amados ou um meio de expulsá-los de teu convívio.
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Guarda o teu sofrimento e mostra-o unicamente àqueles amigos que te possam medicar com
segurança, para não destruíres o apoio e a colaboração daqueles sobre os quais te sustentas.
Basta que o desejes e a vida te revelará múltiplos caminhos de reajuste e libertação.
Sai de ti mesmo, carregando a tua dor, ao encontro de dores maiores que nos cercam, em todas
as direções, a fim de minorá-las e regressarás, cada dia, a ti mesmo, trazendo uma partícula
nova a mais de compreensão, - da bendita compreensão de que todos somos irmãos, sob a
paternidade de Deus, - com dever claro e simples de auxiliar-nos uns aos outros, a fórmula mais
alta de assegurar-nos o equilíbrio constante ou o reequilíbrio integral.