segunda-feira, 9 de junho de 2014

Aquecimento global

A Terra nos acolheu quando nascemos. O planeta que viu nascer nossos antepassados deverá ver também a chegada de nossos descendentes.
Muito tempo depois que deixarmos o solo desta Terra, o sol vai aquecer os homens do futuro que viverão aqui. E que mundo teremos deixado para a geração do amanhã?
Não costumamos pensar na generosidade da Terra que nos recebeu, ofertando frutos e flores, sombra e água.
Ao contrário, ao longo dos séculos, encharcamos o solo com substâncias corrosivas, reviramos a terra em busca de riquezas, matamos árvores, contaminamos águas, desperdiçamos recursos, poluímos o ar.
Enfim, seguimos esquecidos que os recursos naturais precisam de renovação e cuidado. O descuido de milênios então, afinal, surgiu.
Hoje, os resultados estão bem à nossa frente: chuva ácida, rios que se tornaram quase sólidos, montanhas de lixo.
Animais e plantas que morrem, que se extinguem como se fossem bolhas que simplesmente estouram no ar.
Nosso planeta agoniza, sufocado pela nossa displicência.
Podemos de fato fazer algo? Que atitude tomar?
Acredite: todos nós podemos, sim, retribuir a generosidade desta Terra que nutre seus filhos.
Hoje é dia de um novo começo, dia de amar mais a Terra, a natureza.
Olhe por alguns momentos para o céu claro. Pense no ar limpo que entra em seus pulmões. E em homenagem a tudo isso, deixe o carro em casa... por um dia que seja.
Por um instante apenas, lembre das flores que brotam em janelas e sacadas. Flores selvagens, urbanas, flores em rosa, vermelho, laranja, branco e amarelo.
Recorde desse perfume e beleza. E retribua, evitando o desperdício que se torna a montanha de lixo que soterra as flores.
Agora, tenha em mente os regatos claros, as correntes de água, os rios imensos, o oceano formidável.
Pense em cada copo de água fresca que sacia a sede e faça um gesto de gratidão: economize água sempre que puder.
Nesses pequenos gestos do cotidiano é que conseguiremos reverter o quadro dos dias atuais. Aos poucos, seremos obrigados – pelo próprio instinto de sobrevivência – a cuidar mais do mundo em que vivemos.
E, se o homem firmar esse compromisso consigo mesmo, quem sabe um dia, novamente, haverá ar puro, céu azul, água limpa e um lugar adorável para se viver.
Mas não se engane. Tudo isso depende – e muito – de você. Dos gestos de responsabilidade ambiental que você tomar, dos exemplos que der, da educação que oferecer aos seus filhos.
Esse é um tempo de escolhas, de decisões.
Pense nisso. E, um dia, quando seus olhos físicos tiverem se fechado neste mundo – mesmo que os homens não mais se lembrem que você viveu aqui, sua memória estará viva na brisa que agita as folhas, nas correntes de água.
Os perfumes e as cores da Terra lembrarão de você e de seus gestos de amor.
*   *   *
Depende de cada um de nós a Terra do amanhã. Tanto moral quanto fisicamente.
Nós partiremos, em alguns anos. Mas, haveremos de retornar a este mundo, outras vezes, em outras épocas, em novos corpos.
Que desejamos encontrar, em nosso retorno?
Pensemos nisso, agora!

Redação do Momento Espírita.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 8, ed. FEP.