quarta-feira, 4 de junho de 2014

ENTRE IRMÃOS

Um tipo de beneficência indispensável ao êxito nas tarefas de grupo: o entendimento entre
os companheiros.
Não nos referimos ao entendimento de superfície, mas à compreensão de base, através da
paciência recíproca, que se apresente, ma esfera do trabalho, para a superação de todos os
empeços.
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Acostumamo-nos a subestimar as exigências pequeninas, como sejam a supressão de um
equívoco, a reformulação de um pedido, uma frase calmante em hora difícil, o afastamento
de uma queixa... E a tisna de sombra passa a enovelar-se em outras tisnas de sombra; a
breve espaço, ei-las transformadas em bola de trevas, intoxicando o ânimo da equipe com a
obra ameaçada de colapso ou desequilíbrio.
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Não ignoramos que um parafuso desarranjado numa roda em movimento compromete a
segurança do carro, que o curto-circuito em recanto esquecido é suscetível de incendiar e
destruir edifícios inteiros... Mesmo assim, não sanamos, comumente, o mal-entendido, capaz
de converter-se em agente de perturbação ou desordem, arrasando largas somas de serviço,
no qual se garante a paz da comunidade. Estabelecido o descontrole no mecanismo de
nossas relações uns com os outros, pausemos um minuto de meditação e prece, para
observar com serenidade o desajuste em causa ou o hiato havido. Em seguida, aceitemos a
mais elevada função da palavra; a da construção do bem e saibamos esclarecer-nos,
mutuamente, esculpindo o verbo em tolerância e fraternidade, a fim de que a marcha
eficiente do grupo não se interrompa.
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Certifiquemo-nos de que muito coração do caminho espera unicamente um toque de
gentileza para se descerrar à alegria e ao trabalho, ao apaziguamento e à renovação,
lembrando certas portas de nobre e sólida estrutura que agüentam golpes e murros de
violência, sem se alterarem, mas que se abrem, de imediato, sob a doce pressão de uma
chave.