quarta-feira, 9 de julho de 2014

Cultivando o amor

O amor é, por excelência, o mais nobre de todos os sentimentos.
Fonte de todas as virtudes, foi cantado pelo Cristo em verso e prosa.
O Mestre nos ofereceu o amor, em oposição ao olho por olho, dente por dente, como nova forma de nos relacionarmos uns com os outros: Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos.
O amor como caminho para o perdão:    Não vos digo que deveis perdoar até sete, mas até setenta vezes sete vezes.
O amor como princípio da caridade: Tudo o que fizerdes ao menor dos meus irmãos, a mim o fazeis.
Ensinou-nos o amor que nos leva à paciência e à resignação: Se alguém vos ferir numa face, oferecei também a outra.
Jesus, pelo exemplo do seu amor, nos ensinou sobre o dom de servir: Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o também vós a eles.
Ensinou-nos, em nome do amor, a nos desapegarmos dos bens materiais: Não acumuleis para vós tesouros sobre a Terra, onde a traça e a ferrugem corroem. Mas ajuntai para vós tesouros no céu; pois, onde está o vosso tesouro, está também o vosso coração.
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Façamos uma reflexão: O que verdadeiramente significa cultivar o amor?
Cultivar é uma palavra que pode ser utilizada em diversas situações.
O agricultor, por exemplo, cultiva as hortaliças, pois, desde o instante que lança as sementes na terra, precisa regá-las, adubá-las, a fim de que cresçam fortes e saudáveis.
Da mesma forma, a amizade precisa ser cultivada. É preciso gentileza, atenção, carinho, confiança, desprendimento.
A seu turno, o amor também necessita ser cultivado, pois se trata de semente divina que em nós foi plantada pelo Pai supremo, no momento de nossa criação.
Assim, ao longo de nossas várias experiências reencarnatórias, essa semente precisa ser regada e adubada para que possa dar os frutos que lhe são próprios.
Os frutos que alimentam o Espírito e que nos dão o sustento na estrada do progresso, da qual todos somos caminheiros.
Frutos de perdão, paciência, resignação, caridade, benevolência, justiça, fé, tolerância.
Cultivar o amor, é, portanto, cultivar a vida, pois o grande desafio de nós todos é exatamente este: aprender a viver e não apenas sobreviver.
Jesus sentenciou: Eu vim para que tenhais vida e vida em abundância.
Tomemos o amor como fonte de vida. Façamos dele nossa estrada, nosso roteiro e nosso norte. Ainda que na dor, amemos sem cessar, pois as dores passam, o amor permanece.
Nas dúvidas da jornada, cultivemos o amor, pois, mesmo que, por vezes, a estrada se faça escura, teremos a certeza de que caminhamos na direção correta.
O amor é a presença de Deus no coração, dinamizando a paz, embora o rugir das tempestades em volta.
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A semente foi plantada por Deus. Reguemos, cultivemos, colhamos os frutos e sejamos felizes, porque a felicidade é o objetivo para o qual o Senhor nos deu a vida.
Pensemos nisso. Tomemos o arado e preparemos a terra do próprio coração para que a semente do amor germine e produza a trinta, a sessenta, a cem por um!

Redação do Momento Espírita, com pensamento do verbeteAmor, do livro Repositório de sabedoria, v. 1, pelo Espírito
Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco,
ed. LEAL.