quinta-feira, 24 de julho de 2014

Um outro olhar

Vemos inúmeras vezes os escândalos financeiros, o mau uso do dinheiro público e os casos de corrupção a se espalharem pelo mundo, como coisa corriqueira.
Somos assaltados pelas informações de crimes praticados com crueldade e frieza.
Invadem nosso cotidiano os disparates de comportamento, as atitudes estranhas, que beiram ao desequilíbrio e a insensatez.
Esses, porém, que entronizam valores de pequena estatura, dando-lhes cidadania e normalidade, são a minoria da nossa população.
Muito embora pertençam a essa pequena parcela dos habitantes do mundo, fazem barulho, são galhofeiros, ousados e destemidos.
Por assim agirem, dão-nos sempre a impressão de serem maioria, de fazerem parte do senso comum, e que eles e não nós, estão agindo conforme os padrões e valores vigentes da sociedade.
Como ganham destaque na mídia, como chamam atenção para si, não raras vezes aqueles de nós que optam por ter uma vida equilibrada, nos sentimos como exceção, como raridade.
Os que pautamos o viver, nos aspectos moral, mental e espiritual, em valores e comportamentos dignos, chegamos a nos sentir, de certa forma, constrangidos, intimidados, quando não, como espécimes raros nesse farfalhar de atitudes estranhas.
Porém, nada mais apressada do que essa visão de que hoje vivemos dias de caos e loucura.
A grande maioria da população é formada por mulheres e homens de bem, dignos e honestos no seu proceder e ação.
Afinal, você já pensou qual a porcentagem da população de sua cidade, de seu país, é formada por corruptos, ladrões, pessoas de má índole?
Das pessoas com as quais você convive, quantas se encaixam nessa classificação?
Com nossas dificuldades, defeitos e limitações, a grande parte de nós vivemos com dignidade, buscando cumprir nossos variados papéis, na sociedade, com grandeza de alma e honradez.
Quantos são os pais e mães de família a se sacrificarem pela educação e bem-estar de seus filhos? Um número bem maior do que aqueles indignos da sua maternidade ou paternidade.
Quantos são aqueles que dignificam seu emprego, sua atuação na sociedade, com caráter, seriedade e compromisso com suas responsabilidades?
Bem menor é o grupo daqueles que buscam apenas vantagens, pensando nos seus benefícios e ganhos pessoais.
Dessa forma, quando os noticiários, as conversas sociais ou mesmo algum fato venha a nos desanimar, nos desencorajar ou nos faça perder a esperança em dias melhores, pensemos duas vezes.
São apenas uma minoria de almas ainda doentes, ignorantes, que hoje preparam, para si, uma colheita inevitável que virá logo mais, pautada pela infelicidade e pelo desacerto.
Enquanto isso, permaneçamos nós no bem, confiantes e certos de que não há nada que possa valer mais do que a consciência tranquila, a espinha ereta e o olhar sereno, na condução de nossas vidas.
Jamais nos deixemos levar de roldão pelo escândalo desses poucos.
Logo mais, amadurecidos, eles também estarão, tal qual nós hoje, labutando para o bem, ensaiando seus primeiros passos nos caminhos da justiça, respeito e dignidade.
Vivamos com nobreza e aguardemos o amanhã, sempre melhor.
Redação do Momento Espírita.