Sofres pedindo alívio e inebrias-te na oração, como quem sobe ao Céu pela escada
sublime da bênção...
Rogas a presença do Cristo.
Todavia, não encontras o Mestre, diante de quem te prostrarias de rastros.
Sabes porém, que nas Alturas os Braços Eternos te sustentam a vida e, enquanto te
enterneces na melodia da confiança, sentes que tua alma se coroa de luz, ao fulgor das
estrelas.
Suplicas, em prece, a própria felicidade e a felicidade dos que mais amas, obtendo
consolo e refazendo energias...
Contudo, quando voltares da divina excursão que fazes em pensamento, desce
teus olhos no vale dos que padecem.
Surpreenderás aqueles para quem leve migalha de teu conforto expressará
sempre, de algum modo, a aquisição da perfeita alegria.
Os mutilados em pranto oculto, os enfermos deixados aos pesadelos da noite, os
infelizes em desespero e os pequeninos que se amontoam ante o lar de ninguém...
Descobrindo-os, decerto não lhes alongarás apenas o olhar dorido, mas também as
próprias mãos, aprendendo a redentora ciência de auxiliar.
Compreenderás então que podes igualmente distribuir na Terra o tesouro de amor
que imploras do Céu e, quem sabe?...
Talvez hoje mesmo, penetrando o quarto sem lume de algum doente que o mundo
esqueceu no catre da angústia, encontrarás o Senhor, velando-lhe as horas, a dizer-te com
ternura inefável:
– “Para que me chamaste? Eu estou aqui.”
Meimei
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