ABENÇOEMOS SEMPRE ***

 Emmanuel 

Nunca estimular o mal onde o mal apareça, mas reconhecer que não 

adianta condenar-lhe as vítimas a pretexto de corrigi-las.  

Enumeremos algumas razões em apoio da afirmativa: 

Somos espíritos eternos atuando na sustentação do Universo e 

respondendo invariavelmente pelos próprios atos, em função do 

próprio aperfeiçoamento; 

A condenação não trará o mínimo proveito à pessoa em desequilíbrio 

cujos conflitos e necessidades da vida íntima claramente 

desconhecemos; 

Se um companheiro surge vinculado à delinqüência, a pancada verbal 

logrará unicamente aprofundar-lhe as chagas mentais da culpa; 

Desejam-se auxiliar alguém confessadamente em erro, apontar esse 

alguém ao escárnio ou à censura dos outros, será tão-somente 

agravar-lhe as dificuldades e humilhações; 

Maldizer é afastar e destruir, ao invés de unir e melhorar, acabando 

semelhante atitude por transformar-se no método infeliz de gerar 

obstáculos e deteriorar relações.  

Com estes enunciados, não aspiramos a dizer que se deve aprovar 

tudo ou tudo aceitar, quando observamos o engano tentando 

sobrepor-se à realidade. Importante, porém, considerar que, entre 

nós, os espíritos em evolução na coletividade terrestre, não 

encontramos ainda aqueles que se fizeram absolutos no bem, tanto 

quanto não surpreendemos aqueles outros que hajam descido ao 

absoluto no mal. 

Não existem criaturas nas quais não consigamos identificar o lado 

nobre, o ângulo mais claro, o tópico da esperança ou a boa parte.  


Em todas as formações do mal, valorizemos os germes do bem e 

prestigiemos os restos do bem onde estiverem, abençoando sempre 

todas as criaturas, a fim de que possamos ganhar a paz na guerra 

dos problemas de cada dia, de vez que condenar será sempre o 

melhor processo de perder. 

Do livro Instrumentos do Tempo. Psicografia de Francisco Candido 

Xavier. 

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