ALGEMAS ***

 Emmanuel 

Indiscutivelmente, em todas as paisagens da Terra, observamos 

fardos e prisões que atormentam a vida... 

Algemas de ódio, cristalizando a treva em torno das almas... 

Algemas de egoísmo, enregelando corações... 

Algemas de vingança, estabelecendo perturbações e discórdia... 

Algemas do azedume, provocando amargura e enfermidade... 

Algemas da ignorância, gerando chagas de penúria... 

Na vida social, permanece a criatura encadeada a deveres que lhe 

martirizam a existência, tanto quanto no lar, antigos companheiros 

que ontem se acumpliciavam na crueldade, hoje se prendem uns aos 

outros em tremendos conflitos expiatórios... 

Cada espírito renasce no berço com as algemas que forjou para si 

mesmo no passado próximo ou remoto, a fim de realizar a caminhada 

regeneradora através de lutas e problemas edificantes até o túmulo, 

para que o túmulo seja preciosa emancipação. 

Recorda o Cristo, o grande libertador, e apresenta-lhe, cada dia, com 

o suor do próprio trabalho, os grilhões que porventura te releguem à 

inibição. E, seguindo-lhe os passos na senda de amor que serve e 

perdoa sempre, compreenderás que, se a Terra em muitos casos 

ainda é a penitenciária do sofrimento, podes romper os cárceres que 

te guardam na sombra, deles fazendo a escola do reajuste e a escada 

da ascensão desde hoje. 

(Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier. Do livro 

“Instrumentos do Tempo”). 


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