AMA E SERVE - EMMANUEL

 A grandeza do amor repousa invariavelmente na conjugação do verbo

servir.

Sem atividade incessante no bem, não conseguiremos derramar os

valores do coração.

A própria natureza é um livro aberto nesse sentido.

Tudo, em torno de nós, é um cântico de trabalho em doações da

Eterna Bondade que se evidencia no mundo, de mil modos diferentes

em cada instante de nossa vida...

Por amar, em nome do Pai Misericordioso,

serve o sol, sustentando todas as criaturas;

serve o chão, nutrindo a sementeira;

serve a nuvem, criando a chuva benéfica;

serve o vento, a serviço de abençoadas fecundações;

serve a árvore, para que o bem-estar do homem

se consolide;

serve a flor, preparando a colheita;

serve a fonte, socorrendo a terra necessitada;

serve a pedra, garantindo a segurança do lar;

serve o pássaro, cooperando com o lavrador;

serve o mar, serve o rio, serve o adubo, serve o fogo... 


Forças de Deus amparando a Humanidade ajudam em silêncio, sem

retribuição e sem queixa...

Tudo porque o Divino Amor é devotamento, carinho, providência,

abnegação...


Se desejas partilhar o concerto das bênçãos divinas, ama e serve,

sem cogitar de ser amado e sem a expectação de ver-se servido...


Quem ama realmente nada pede, nada reclama, nada exige e nada

procura senão a alegria do objeto amado, para que o amor se

estenda, a multiplicar-se, soberano e sem fim.


Enquanto esperas o manto ilusório das considerações humanas, teu

amor sofre a vizinhança da vaidade.

Enquanto aguardas a compreensão dos outros, o teu amor

experimenta a inquietante aproximação do egoísmo...

Ama simplesmente.

Ajuda sem paga.

Dá sem reclamação.

Auxilia sem exigência.

E, servindo cada vez mais, serás um dia surpreendido, em pleno

campo de trabalho, pelo Divino Servidor que te converterá com a sua

luz em nova luz para a Terra e para os Céus.


Do livro Instrumentos do Tempo. Psicografia de Francisco Cândido

Xavier. 

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