ANTE A VIDA - EMMANUEL

 Não há lugar em que nos vejamos sem algum benefício a

prestar ou alguma coisa a fazer.

 Seja qual for a circunstância da estrada, aí encontramos a

ocasião precisa para realizar o melhor.

 Por isso mesmo, o tempo é o prodigioso indicador,

descerrando-nos situações inesperadas ao dom de compreender e de

auxiliar.

 Ainda mesmo nas trilhas mais obscuras da prova ou da aflição,

somos defrontados por ensejos valiosos e renovação e progresso.

Se te vês, diante de rotinas deterioradas, conquanto a rotina seja

abençoada escola de formação espiritual, é necessário reflitas nas

possibilidades novas que se te descortinam à existência.

 Se obstáculos te surgem, amontoados na senda reconsidera as

próprias atitudes e observa que haverá chegado o instante para mais

algo aproveitamento de teus recursos, nos domínios da expressão de

ti mesmo, ante a seara do mundo.

 Imagina o que seria a experiência na Terra sem a lei da

mudança.

 Se a semente não fosse atirada à solidão, no seio da gleba, e

se as árvores não renunciassem à posse dos próprios frutos,

impossível seria acalentar a vida planetária. Se a infância não

marchasse para a juventude e se a juventude não se dirigisse para a

madureza, a evolução humana resultaria impraticável.

 Quando te reconheças à bica do desespero ou do desânimo,

ergue-te sobre os motivos de tristeza ou desalento e contempla os

quadros da natureza em torno. Novos minutos se despencam do

coração das horas em teu benefício, dezenas e centenas de criaturas aparecem por todos os flancos, a te endereçarem sorrisos de

esperança, tarefas múltiplas te pedem devotamento e os dias sempre

renovados te apontam o Céu, de horizonte a horizonte, como sendo

imensa porta libertadora, a Sabedoria do Senhor te convida sem

palavras a recomeçar e progredir, trabalhar e viver.


Extraída do livro Instrumentos do Tempo. Psicografia de Francisco

Cândido 

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