terça-feira, 8 de novembro de 2011

ENQUANTO

. . . Não vem o Reino de Deus com visível aparência.
- Jesus. (Lucas, 17:20.)

Dominarás a gramática, adquirindo fino lavor verbalista na ciência da expressão, mas
enquanto não articulares a própria linguagem na luz da sinceridade e da compreensão, a
tua palavra, conquanto primorosa, não renovará a ninguém.
* * *
Indicarás a trilha exata da beneficência através de preciosos conselhos, mas enquanto
não te dispuseres a percorrer a estrada do desprendimento, no auxílio aos semelhantes,
embora ajudes indiretamente a quem te ouça, andarás órfão de teus próprios avisos.
Pregarás tolerância, movimentando conceitos sublimes, mas enquanto não deres de ti
mesmo em abnegação e humildade, na desculpa que ofertas, não farás claridade no
coração a fim de acertar com o próprio caminho.
* * *
Levantarás magnificentes construções terrestres, mas enquanto não ergueres em ti
próprio o templo da paz, alicerçado no dever nobremente cumprido, não encontrarás em
teu benefício o pouso interior da genuína tranqüilidade.
* * *
Honrarás os teus familiares e amigos como seres extremamente queridos, mas enquanto
não compreenderes que as esperanças e as necessidades deles são iguais às do
próximo, com o mesmo direito à bênção de Deus, não conquistarás em favor de ti a
cidadania do Universo.
* * *
Desfrutarás admiração e apreço, com espetáculos de prestígio e renome, mas enquanto
essas realizações não te repercutirem na vida íntima, em forma de alegria oculta pelas
obrigações irrepreensivelmente atendidas, ainda mesmo à custa de supostos fracassos e
prejuízos, no campo das experiências materiais, nenhuma demonstração de estima
pública te adiantará no reino do espírito, onde, em verdade, se te vincula a vida real.
* * *
Melhoremos o mundo em derredor de nós, aperfeiçoando a nós mesmos. Capacita-te de
que, depois das tarefas executadas no plano físico, possuirás tão-somente a extensão e a
quantidade de céu que houveres edificado dentro de ti.