sábado, 15 de setembro de 2012

CAUSA E EFEITO

A união do espírito pode ser imposta por Deus
- Pode ser imposta, da mesma maneira que as diferentes provas, sobretudo
quando o espírito não está apto para fazer uma escolha com conhecimento de
causa. Como expiação, o espírito pode ser constrangido a se unir ao corpo de
uma criança que, por seu nascimento e sua posição no mundo, poderá tornar-se
para ele um meio de castigo
(“O livro dos Espíritos”, questão nº337)

O Espírito ao voltar a Terra em um novo corpo, sempre se submete
com o endosso de sua vontade ou não, ás necessidades evolutivas. A
sua futura existência no mundo é a conseqüência natural de suas
experiências passadas.
Apenas a pouco e pouco o espírito vai aprendendo a lidar com o
livre arbítrio em tomar as decisões corretas; por este motivo a
gravidade de uma falta é proporcional às luzes que o espírito já
tenha alcançado...
Quanto mais responsável e consciente, mais senhor de si mesmo.
No entanto, muitas entidades espirituais recalcitrantes, depois de
esgotados os mecanismos que instam por boa vontade, no que se
refere à sua regeneração, são constrangidos pela lei à uma nova
vida no corpo segundo às circunstâncias que melhor lhe atendem ao
aprendizado.
Com semelhantes companheiros desencarnados, acontece o mesmo
que acontece com aqueles que se sentem responsáveis por
determinada criança que, por sua livre escolha, não se animaria a
freqüentar os bancos escolares e nem se entregar aos benefícios
enobrecedores do trabalho na formação do caráter.
A imposição reencarnatória não lhes é determinada, porém, por
nenhum tribunal de justiça do Mais-Além; Deus não é um
magistrado a distribuir sentenças ao simples bater do martelo,
condenando irrevogavelmente aqueles que se postam no banco dos
réus... É a necessidade que advoga em favor dos espíritos
recalcitrantes, reclamando para eles a bênção do recomeço no
instituto reeducacional Terrestre, possibilitando-lhes viver sob a
influência do meio que lhes forneça o reajuste.
Assim, o sofrimento não é uma punição: Trata-se de um recurso
pedagógico cujo valor os homens de visão imediatista estão longe
de admitir como tal.
Espírito algum reencarna para ser aniquilado em suas esperanças
de crescimento; os que retornam às suas lutas no mundo o fazem na
expectativa de que consigam dar decisivos passos nos caminhos da
Evolução.
De cada existência física, o espírito se retira com um acervo maior
de experiências, embora nem sempre a uma primeira análise, o seu
aproveitamento tenha sido o esperado. Através dos reveses que
enfrenta, adquire, ainda que imperceptivelmente, novos hábitos
para mais tarde, mostrar-se inteiramente renovado. O meio que se
oferece ao espírito em sua vida sobre a Terra pode ser comparado
ao solo que se oferta á semente para germinar; criando-lhe
ambiente propicio, é lógico que a semente – Sempre igual
exatamente a qualquer outra – Produzirá de modo ás vezes
surpreendente.
É indispensável que se criem oportunidades para o espírito!
A punição para o espírito reencarnante não se restringe ao
propósito de fazê-lo colher o que plantou, todavia também e
principalmente, ao de ensiná-lo a viver em sintonia com as leis que
vigem no universo.