Em 27 de março de 1977, Diana Hyland morreu nos braços de John Travolta, aos 41 anos. Naquela noite, ele a segurou com força e sussurrou que a amava, na esperança de que ela ainda pudesse ouvi-lo.
Ali começava um longo período de luto para Travolta, que precisou conciliar o início meteórico de sua carreira com uma perda devastadora.
A história dos dois havia começado um ano antes, nas filmagens de The Boy in the Plastic Bubble. Travolta era o jovem em ascensão, conhecido por Welcome Back, Kotter. Diana já era uma atriz respeitada, com décadas de experiência. Apesar da diferença de 18 anos, criaram um vínculo profundo. Ela brincava com a energia dele e certa vez comentou que, um dia, ele perceberia o quão jovem era quando se conheceram.
O relacionamento se fortaleceu rapidamente. Travolta encontrou em Diana alguém que o compreendia de verdade, que o apoiava enquanto ele se preparava para o papel que mudaria sua vida em Os Embalos de Sábado à Noite. Ele planejava um futuro ao lado dela — mais tarde admitiu que pretendia se casar e já havia escolhido uma casa para viverem juntos.
Ele também criou um laço forte com o filho pequeno de Diana, Zachary, tornando-se uma figura paterna presente. A ideia de formar uma família era real — o que tornou a perda ainda mais dolorosa.
Naquele período, Diana enfrentava um câncer de mama. Após uma mastectomia em 1975, acreditava estar em remissão, mas a doença voltou de forma agressiva no fim de 1976. Mesmo fragilizada, preferiu manter o foco no amor que compartilhavam e continuou sendo apoio para Travolta enquanto sua própria saúde piorava.
Após sua morte, a vida de Travolta tornou-se um contraste intenso. Aos 23 anos, era apontado como a nova grande estrela de Hollywood, mas por dentro estava devastado. Durante a turnê de divulgação de Os Embalos de Sábado à Noite, escondia a dor atrás do carisma de Tony Manero. Chorava discretamente em voos, lidava com o luto em silêncio. O sucesso parecia vazio sem Diana, que sempre acreditou nele, mas não viveu para ver o auge de sua fama.
Meses depois, ao receber um Emmy póstumo em nome dela, Travolta prestou uma homenagem emocionada à mulher que acreditou nele antes que o mundo acreditasse.
A perda marcou sua vida para sempre. Anos depois, enfrentaria outras tragédias: a morte do filho Jett, em 2009, e, em 2020, a perda da esposa Kelly Preston para o mesmo câncer que levou Diana.
Hoje, Travolta dedica-se intensamente aos filhos, Ella Bleu e Benjamin. Ele se afastou dos holofotes para ser um pai presente, celebrando cada conquista deles com orgulho — um reflexo do incentivo que um dia recebeu.
Ele costuma dizer que Diana foi seu primeiro grande amor, aquela que enxergou seu potencial antes de todos. A fé dela se tornou base de sua trajetória.
A história de John Travolta e Diana Hyland nos lembra que as pessoas que amamos não desaparecem completamente. Elas permanecem em quem nos tornamos, na força que desenvolvemos, na forma como escolhemos seguir adiante.
Travolta aprendeu cedo que fama não protege contra a dor. Mas também mostrou que é possível continuar, sem deixar que a amargura tome conta.
Sua força nunca foi sobre parecer invencível — foi sobre aceitar o sofrimento e permitir que ele o tornasse mais humano, mais sensível, mais profundo.
E talvez seja isso que sua história nos ensine: a dor nos transforma, mas também pode nos ensinar a amar com ainda mais intensidade.

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