domingo, 7 de agosto de 2011

ATENTAI, VÓS QUE OUVIS

Atentai vós que ouvis... – Jesus.
(Marcos, 4:24)

Freqüentemente lastimamos enganos de que somos vítimas ou deploramos obstáculos
com que não contávamos, absolutamente desvinculados de advertências edificantes que
nos enriquecem a alma.
Esperamos que amigos nos evitem aborrecimentos, que instrutores nos garantam o
passo...
As leis que nos regem, contudo, se expressam por evolução, crescimento, disciplina,
responsabilidade.
* * *
Uma criança, nos primeiros tempos da experiência física, decerto contará com o amparo
materno ou com o auxílio de pajens dedicados, a fim de equilibrar-se nos próprios pés;
todavia, o tempo desenvolver-lhe-á entendimento e forma, situando-a na idade da razão.
Chegada a esse ponto a criatura já não pode refugiar-se no regaço alheio para obter
apoio e condução.
Colocada entre adultos, que gravitam em torno de interesses variados, é compelida a
defrontar-se com os problemas que lhe digam respeito, de modo a resolvê-los, com vistas
à própria sublimação espiritual.
Imperioso, dessa forma, que não se renda culto à desatenção nos caminhos da vida.Nos
menores e maiores acontecimentos do cotidiano é preciso saibamos analizar, de
raciocínio sereno, que sugestões edificantes a fé nos proporciona ou que lições vivas a
experiência nos traz.
* * *
Imaginemos alguém atravessando a via pública sem a menor consideração para com os
avisos do trânsito, ou contraindo dívidas sem a mínima idéia de que responderá pelos
próprios atos.Claramente que, por fim, esbarrará com desastre e insolvência.
Assim também na vida moral.
Ninguém vive acertadamente sem ponderação, equilíbrio, discernimento, auto-exame.
Reflitamos em nossos compromissos, deveres, tarefas, necessidades.
Para que nos premunamos contra disparate e imprudência, Jesus foi persuasivo,
exortando-nos pelos apontamentos de Marcos: “Atentai vós que ouvis”