sábado, 4 de fevereiro de 2012

ENTRE DEUS E O PRÓXIMO

Para todos nós, que ensinamos para aprender e aprendemos para ensinar lições
de conduta evangélica, nos grupos de oração, impõe-se um problema que precisamos
facear corajosamente – o problema de viver na prática as teorias salvacionistas ou
regeneradoras que abraçamos.
No círculo da prece, recolhemos a orientação, e fora dela somos intimados à
tradução. Pensamentos elevados e feitos que lhes correspondam. Boas palavras e boas
obras. permanecer em casa nas mesmas diretrizes com que nos conduzimos no Templo
da Fé.
Muitas vezes supomos seja isso muito difícil e acreditamos poder assumir duas
atitudes distintas; aquela com que comparecemos corretamente perante Deus, através
da oração, e aquela outra em que quase sempre pautamos os próprios atos pela
invigilância, no trato com os irmãos da Humanidade. Urge, porém, reconhecer que Deus
está em toda parte, e, em toda parte, é forçoso comportar-nos como quem se sabe na
presença Divina.
Tanto se encontra o Criador com a criatura na oração quanto na ação.
Na prece, somos induzidos ao entendimento e à brandura, porque demandamos
confiantemente à Misericórdia dos Céus, aguardando tolerância e Amor para as nossas
necessidades, mas é imprescindível lembrar que a Misericórdia dos Céus nos ouve e
socorre com Bondade Infinita para que venhamos a usar esses mesmos processos de
apoio e benção, ante as necessidades dos outros.
De que nos valeria apresentar uma fisionomia doce a Deus e um coração
amargo aos companheiros do cotidiano, se todos eles são também filhos de Deus quanto
nós?
Se ainda não conseguimos transferir o ambiente da oração para a nossa esfera
de trabalho, esforcemo-nos em conquistar a sublime e indispensável realização.
A rogativa, perante o Senhor, é comparável ao cheque baseado no capital de
serviço aos semelhantes.
Aprendemos, assim, a viver diante de Deus, atendendo aos nossos deveres para
com o próximo, e a viver, diante do próximo, recordando as nossas obrigações perante
Deus.


Emmanuel/Alma e Coração/FCX