segunda-feira, 7 de novembro de 2011

POR UM POUCO

"Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que por um
pouco de tempo ter o gozo do pecado." - Paulo. (HEBREUS, 11:25.)




Nesta passagem refere-se Paulo à atitude de Moisés, abstendo-se de
gozar por um pouco de tempo das suntuosidades da casa do Faraó, a
fim de consagrar-se à libertação dos companheiros cativos, criando
imagem sublime para definir a posição do espírito encarnado na
Terra.
"Por um pouco", o administrador dirige os interesses do povo.
"Por um pouco", o servidor obedece na subalternidade.
"Por um pouco", o usurário retém o dinheiro.
"Por um pouco", o infeliz padece privações.
Ah! se o homem reparasse a brevidade dos dias de que dispõe na
Terra! se visse a exigüidade dos recursos com que pode contar no
vaso de carne em que se movimenta...
Certamente, semelhante percepção, diante da eternidade, dar-lhe-ia
novo conceito da bendita oportunidade, preciosa e rápida, que lhe foi
concedida no mundo.
Tudo favorece ou aflige a criatura terrestre, simplesmente por um
pouco de tempo.
Muita gente, contudo, vale-se dessa pequenina fração de horas para
complicar-se por muitos anos.
É indispensável fixar o cérebro e o coração no exemplo de quantos
souberam glorificar a romagem apressada no caminho comum.
Moisés não se deteve a gozar, "por um pouco", no clima faraônico, a
fim de deixar-nos a legislação justiceira.
Jesus não se abalançou a disputar, nem mesmo "por um pouco", em
face da crueldade de quantos o perseguiam, de modo a ensinar-nos o
segredo divino da Cruz com Ressurreição Eterna.
Paulo não se animou a descansar "por um pouco", depois de
encontrar o Mestre às portas de
Damasco, de maneira a legar-nos seu exemplo de
trabalho e fé viva.
Meu amigo, onde estiveres, lembra-te de que aí permaneces "por um
pouco" de tempo. Modera-te na alegria e conforma-te na tristeza,
trabalhando sem cessar, na extensão do bem, porque é na
demonstração do "pouco" que caminharás para o "muito" de
felicidade ou de sofrimento.