sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ao nosso alcance

Certa vez ouvimos uma fábula que nos fez refletir acerca dos ensinamentos que continha.
        Tratava-se de um incêndio devastador que se abatera sobre a floresta.
        Enquanto as labaredas transformavam tudo em cinzas, os animais corriam na tentativa de salvar a própria pele.
        Dentre os muitos animais, havia uma pequena andorinha que resolveu fazer algo para conter o fogo.
        Sobrevoou o local e descobriu, não muito longe, um grande lago. Sem demora, começou a empreitada para salvar a floresta.
        Agindo rápido, voou até o lago, mergulhou as penas na água e sobrevoou a floresta em chamas, sacudindo-se para que as gotas caíssem, repetindo o gesto inúmeras vezes.
        Embora não tivesse tempo para conversa fiada, percebeu que uma hiena a olhava e debochava da sua atitude.
        Deteve-se um instante para descansar as asas, quando a hiena se aproximou e falou com cinismo:
        Você é muito tola mesmo, pequena ave! Acha que vai deter o fogo com essas minúsculas gotas de água que lança sobre as chamas? Isso não produzirá efeito algum, a não ser o seu esgotamento.
        A andorinha, que realmente desejava fazer algo positivo, respondeu: Eu sei que não conseguirei apagar o fogo sozinha, mas estou fazendo tudo o que está ao meu alcance.
        E, se cada um de nós, morador da floresta, fizesse uma pequena parte, em breve conseguiríamos apagar as labaredas que a consomem.
        A hiena, no entanto, fingiu que não entendeu, afastou-­se do fogo que já estava bem próximo, e continuou rindo da andorinha.
        Assim acontece com muitos de nós, quando se trata de modificar algo que nos parece de enormes proporções.
        Às vezes, imitando a hiena, costumamos criticar aqueles que, como a andorinha, estão fazendo sua parte, ainda que pequena.
        É comum ouvirmos pessoas que reclamam da situação e continuam de braços cruzados.
        De certa forma é cômodo reclamar das coisas sem envolver-se com a solução.
        No entanto, para que haja mudanças de profundidade, é preciso que cada um faça a parte que lhe cabe para o bem geral.
        Reclamamos da desorganização, da burocracia, da corrupção, da falta de educação, da injustiça, esquecendo-nos de que a situação exterior reflete a nossa situação interior.
        Não há possibilidade de fazer uma sociedade organizada, honesta e justa se não houver homens organizados, honestos e justos.
        Em resumo, para moralizar a sociedade, é preciso moralizar o indivíduo, que somos cada um de nós, componentes da sociedade.
        Se fizermos a nossa parte, sem darmos ouvidos às hienas que tentarão desanimar a nossa disposição, em breve tempo teremos uma sociedade melhorada e mais feliz.
Redação do Momento Espírita.
Em 15.07.2009