sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

PSICOLOGIA

42 –Como poderemos compreender, pelo Espiritismo, o preceito da Psicologia que
afirma a experiência dos nossos cinco sentidos como todo o fundamento de nossa vida
mental?
-O Espiritismo esclarece que o homem é senhor de um patrimônio mais vasto,
consolidado nas suas experiências de outras vidas, provando que o legítimo
fundamento da vida mental não reside, de maneira absoluta, na contribuição
dos sentidos corporais, mas também nas recordações latentes do pretérito, das
quais os fenômenos da inteligência prematura, na Terra, são os testemunhos
mais eloqüentes.
43 –Estabelecendo a psicologia do mundo como sede da memória, do julgamento e da
imaginação, as partes do cérebro humano, cujas funções não são ainda devidamente
conhecidas pela Ciência, retardam a solução de um problema que só pode ser
satisfeito pelos conhecimentos espiritistas?
-Distante das cogitações de ordem divina, a psicologia terrestre efetua essa
procrastinação, até que consiga atingir o profundo estuário da verdade integral.
44 –Poderá a Psicologia chegar a uma solução cabal do problema das desordens
mentais, denominadas anormalidades psicológicas?
-Movimentando tão-somente os materiais da ciência humana, a Psicologia não
atingirá esse desiderato, conservando-se no terreno das definições e dos
estudos, distantes da causa.
Os conhecimentos do mundo, porém, caminham para a evolução dessa ciência
à luz do Espiritismo, quando, então, seus investigadores poderão alcançar as
soluções precisas.
45 –A psicanálise freudiana, valorizando os poderes desconhecidos do nosso
aparelhamento mental, representa um traço de aproximação entre a Psicologia e o
Espiritismo?
-Essas escolas do mundo constituem sempre grandes tentativas para aquisição
das profundas verdades espirituais, mas os seus mestres, com raras exceções,
se perdem na vaidade dos títulos acadêmicos ou nas falsas apreciações dos
valores convencionais.
Os preconceitos científicos, por enquanto, impossibilitam a aproximação
legítima da Psicologia oficial e do Espiritismo.
Os processos da primeira falam da parte desconhecida do mundo mental, a que
chamam de subconsciente, sem definir essa cripta misteriosa da personalidade
humana, examinando-a apenas na classificação pomposa das palavras.
Entretanto, somente à luz do Espiritismo poderão os métodos psicológicos
aprender que essa zona oculta, da esfera psíquica de cada um, é o reservatório
profundo das experiências do passado, em existências múltiplas da criatura,
arquivo maravilhoso em todas as conquistas do pretérito são depositadas em
energias potenciais, de modo a ressurgirem no momento oportuno.
46 –Como poderemos compreender os chamados complexos ou associações de idéias
no fenômeno mental?
-Sabemos que as associações de idéias não têm causa nas células nervosas,
constituindo antes ações espontâneas do espírito dentro do vasto mecanismo
circunstancial; ações essas, oriundas do seu esforço incessantes, projetadas
através do cérebro mental, que não é mais que um instrumento passivo.
47 –Por que, relativamente ao estudo dos processos mentais, se encontram divididos
no campo da opinião os psicologistas do mundo?
-Os psicologistas humanos, que se encontram ainda distantes das verdades
espirituais, divide-se tão-só pelas manifestações do personalismo, dentro de
suas escolas; mesmo porque, analisando apenas os efeitos,, não investigam as
causas, perdendo-se na complicação das nomenclaturas científicas, sem uma
definição séria e simples do processo mental, onde se sobrelevam as profundas
realidades do espírito.
48 –O Espiritismo esclarecerá a Psicologia quanto ao problema da sede de
inteligência?
-Somente com a cooperação do Espiritismo poderá a ciência psicológica definir
a sede da inteligência humana, não nos complexos nervosos ou glandulares do
corpo perecível, mas no espírito imortal.
49 –Como devemos conceituar o sonho?
-Na maioria das vezes, o sonho constitui atividade reflexa das situações
psicológicas do homem no mecanismo das lutas de cada dia; quando as forças
orgânicas dormitam em repouso indispensável.
Em determinadas circunstâncias, contudo, como nos fenômenos premonitórios,
ou nos de sonambulismo, em que a alma encarnada alcança elevada
porcentagem de desprendimento parcial, o sonho representa a liberdade
relativa do espírito prisioneiro da Terra, quando, então, se poderá verificar a
comunicação inter vivos, e, quanto possível, as visões proféticas, fatos esses
sempre organizados pelos mentores espirituais de elevada hierarquia,
obedecendo a fins superiores, e quando o encarnado em temporária liberdade
pode receber a palavra e a influência diretas de seus amigos e orientadores do
plano invisível.
50 –A vocação é uma lembrança das existências passadas?
-A vocação é o impulso natural oriundo da repetição de análogas experiências,
através de muitas vidas.
Suas características, nas disposições infantis, são o testemunho mais eloqüente
da verdade reencarnacionista.
51 –A loucura é sempre uma prova?
-O desequilíbrio mental é sempre uma provação difícil e dolorosa. Essa
realidade, contudo, podendo representar o resgate de uma dívida do pretérito
escabroso e desconhecido pode, igualmente, constituir uma resultante da
imprevidência de hoje, no presente que passa, fazendo necessária, acima de
todas as exortações, aquela que recomenda a oração e a vigilância.
52 –A alucinação é fenômeno do cérebro ou do espírito?
-A alucinação é sempre um fenômeno intrinsecamente espiritual, mas pode
nascer de perturbações estritamente orgânicas, que se façam reflexas no
aparelho sensorial, viciando o instrumento dos sentidos, por onde o espírito se
manifesta.
53 –Os bons ou maus pensamentos do ser encarnado afetam a organização psíquica
de seus irmãos na Terra, aos quais sejam dirigidas?
Os corações que oram e vigiam, realmente, de acordo com as lições
evangélicas, constroem a sua própria fortaleza, para todos os movimentos de
defesa espontânea.
Os bons pensamentos produzem sempre o máximo bem sobre aqueles que
representam os seus objetivos, por se enquadrarem na essência da Lei Única,
que é o Amor em todas as suas divinas manifestações; os de natureza inferior
podem afetar o seu objeto, em identidade de circunstâncias, quando a criatura
se faz credora desses choques dolorosos, na justiça das compensações.
Sobre todos os feitos dessa natureza, todavia, prevalece a Providência Divina,
que opera a execução de seus desígnios de equidade, com misericórdia e
sabedoria.
Da Obra “O CONSOLADOR” – Espírito: EMMANUEL – Médium: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER