quinta-feira, 1 de março de 2012

DEVAGAR, MAS SEMPRE

"Mas ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior,
contudo, se renova, de dia em dia." - Paulo. (lI CORÍNTIOS, 4:16.)


Observa o espírito de seqüência e gradação que prevalece nos
mínimos setores da Natureza.
Nada se realiza aos saltos e, na pauta da Lei Divina, não existe
privilégio em parte alguma.
Enche-se a espiga de grão em grão.
Desenvolve-se a árvore, milímetro a milímetro.
Nasce a floresta de sementes insignificantes.
Levanta-se a construção, peça por peça.
Começa o tecido nos fios.
As mais famosas páginas foram produzidas, letra a letra.
A cidade mais rica é edificada, palmo a palmo.
As maiores fortunas de ouro e pedras foram extraídas do solo,
fragmento a fragmento.
A estrada mais longa é pavimentada, metro a metro.
O grande rio que se despeja no mar é conjunto de filetes líquidos.
Não abandones o teu grande sonho de conhecer e fazer, nos
domínios superiores da inteligência e do sentimento, mas não te
esqueças do trabalho pequenino, dia a dia.
A vida é processo renovador, em toda parte, e, segundo a palavra
sublime de Paulo, ainda que a carne se corrompa, a individualidade
imperecível se reforma, incessantemente.
Para que não nos modifiquemos, todavia, em sentido oposto à
expectativa do Alto, é indispensável saibamos perseverar com o
esforço de auto-aperfeiçoamento, em vigilância constante, na
atividade que nos ajude e enobreça.
Se algum ideal divino te habita o espírito, não olvides o servicinho
diário, para que se concretize em momento oportuno.
Há ensejo favorável à realização?
Age com regularidade, de alma voltada para a meta.
Há percalços e lutas, espinhos e pedrouços na
senda?
Prossegue mesmo assim.
O tempo.. implacável dominador de civilizações e homens, marcha
apenas com sessenta minutos por hora, mas nunca se detém.
Guardemos a lição e caminhemos para diante, com a melhoria de nós
mesmos.
Devagar, mas sempre.