quinta-feira, 1 de março de 2012

SEMEADORES

                             "Eis que o semeador saiu a semear." - Jesus. (MATEUS. 13:3.)



Todo ensinamento do Divino Mestre é profundo e sublime na menor
expressão. Quando se dispõe a contar a parábola do semeador,
começa com ensinamento de Inestimável importância que vale
relembrar.
Não nos fala que o semeador deva agir, através do contrato com
terceiras pessoas, e sim que ele mesmo saiu a semear.
Transferindo a imagem para o solo do espírito, em que tantos
imperativos de renovação convidam os obreiros da boa-vontade à
santificante lavoura da elevação, somos levados a reconhecer que o
servidor do Evangelho é compelido a sair de si próprio, a fim de
beneficiar corações alheios.
É necessário desintegrar o velho cárcere do "ponto de vista" para nos
devotarmos ao serviço do próximo.
Aprendendo a ciência de nos retirarmos da escura cadeia do "eu",
excursionaremos através do grande continente denominado
"interesse geral". E, na infinita extensão dele, encontraremos a "terra
das almas", sufocada de espinheiros, ralada de pobreza, revesti da de
pedras ou intoxicada de pântanos, oferecendo-nos a divina
oportunidade de agir a benefício de todos.
Foi nesse roteiro que o Divino Semeador pautou o ministério da luz,
iniciando a celeste missão do auxílio entre humildes tratadores de
animais e continuando-a através dos amigos de Nazaré e dos
doutores de Jerusalém, dos fariseus palavrosos e dos pescadores
simples, dos justos e dos injustos, ricos e pobres, doentes do corpo e
da alma, velhos e jovens, mulheres e crianças...
Segundo observamos, o semeador do Céu ausentou-se da grandeza a
que se acolhe e veio até nós, espalhando as claridades da Revelação
e aumentando-nos a visão e o discernimento. Humilhou-se para que
nos exaltássemos e confundiu-se com a sombra a fim de que a nossa
luz pudesse brilhar, embora lhe fosse fácil fazer-se substituído por
milhões de mensageiros, se desejasse.
Afastemo-nos, pois, das nossas inibições e aprendamos com o Cristo
a "sair para semear".